Mensagem do Dr. Babatunde Osotimehin, Diretor Executivo do UNFPA, pelo Dia Internacional da Mulher
Comemoramos hoje o Dia Internacional da Mulher e, mais uma vez, declaramos a nossa fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e valor da pessoa humana, e na igualdade de direitos entre homens e mulheres. No momento em que a população mundial se aproxima dos 7 bilhões de pessoas, é hora de liberar todo o potencial de metade da população mundial.
Quando as meninas têm os mesmos direitos à educação e, quando mulheres, homens e jovens podem reivindicar seus direitos à saúde sexual e reprodutiva, nos aproximamos da igualdade. Quando as mulheres e casais podem planejar suas famílias e equilibrar o trabalho com a vida familiar, de acordo com as suas aspirações, nós ampliamos a igualdade de oportunidades. Quando uma mulher grávida não teme mais perder seu emprego e quando a maternidade não é mais fonte de discriminação no trabalho, promovemos a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Quando as meninas são educadas, gozam de boa saúde e podem evitar o casamento precoce, gravidez indesejada e o HIV, podem contribuir plenamente para a sociedade. O UNFPA continuará avançando, guiado por sua crença de que o progresso das mulheres é o progresso de todos.
Hoje, e todos os dias, eu e os meus colegas do UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, vamos continuar promovendo a saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos. Renovamos nosso compromisso de trabalhar com governos e entidades da sociedade civil para alcançar o acesso universal à educação e saúde reprodutiva até 2015.
Nos unimos aos nossos parceiros em todo o mundo, incluindo a recém-criada entidade ONU-Mulheres, na promoção da igualdade de gênero e da dignidade de todas e todos.
O quê: ONU Mulheres, a nova organização das Nações Unidas dedicada ao empoderamento das mulheres, celebra o seu lançamento. Num evento que reúne música e filme traz juntos líderes políticos, lideranças eminentes de mulheres, personalidades da mídia e celebridades.
Quando: 24 de Fevereiro de 2011, das 20h30 às 22h (6:30 pm to 8:00 pm – horário de Nova York)
Onde: Sede das Nações Unidas, Nova York, no Salão da Assembleia Geral
Jornalistas em Nova York: serão reservados 50 lugares para jornalistas credenciados. A confirmação de presença deve ser feita no dia 23 de Fevereiro de 2011 no site www.unwomen.org/rsvp/event/11.
A seção de fotos do Secretário-Geral Ban Ki-moon, da Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet e demais porta-vozes convidados estará disponível para todos os jornalistas no Lounge Indonésia às 20h15 (6.15 pm – horário de Nova York).
A entrevista coletiva com a Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e outros porta-vozes convidados acontecerá no East Foyer (próximo ao Salão da Assembleia Geral) às 21h45 (7:45 pm – horário de Nova York).
Jornalistas fora de Nova York: A celerbração será transmitida em webcast no site www.un.org/webcast.
Para pedidos de broadcast, contatar UNTV, James Ludlam,
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, +1.212.963.7650.
Fotografias (http://flickr.com/gp/unwomen/g2eu9H) e press release (www.unwomen.org) serão distribuídos no dia do evento.
Porta-vozes da cerimônia
Organização das Nações Unidas: Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.
Governamentais: Primeira Ministra de Trinidad e Tobago Kamla Persad Bissessar e Sua Alteza Real Princesa Cristina da Espanha
Sociedade Civil: Bandana Rana, ativista do Nepal
Paz e Segurança: Rakhi Sahi, ex-comandante former Commander of the all-Polícia Feminina da Libéria
Mídia: Christiane Amanpour, âncora da ABC News, fundadora da CNN e presidente da Fundação das Nações Unidas, criada por doação de Ted Turner.
Entretenimento: Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e atriz vencedora do Oscar, Nicole Kidman (via video link), atriz vencedora do Oscar Geena Davis, apresentação da canção “Uma Mulher”, composta para o evento.
Contato com a Imprensa: Gretchen Luchsinger, UN Women media specialist, +1.212.906.6506, +1.201.736.2945 (cell), Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Os direitos humanos são o fundamento da liberdade, da paz, do desenvolvimento e da justiça e estão no cerne do trabalho das Nações Unidas em todo o mundo.
As leis são indispensáveis para proteger e promover os direitos humanos, mas, muitas vezes, os progressos alcançados se devem a algumas pessoas: homens e mulheres corajosos que lutam pela proteção dos seus direitos e dos outros, decididos a torná-los uma realidade.
Este ano, dedicamos a celebração do Dia dos Direitos Humanos aos defensores destes direitos. Trata-se de um grupo muito variado de pessoas. Algumas pertencem a organizações da sociedade civil, outras são jornalistas ou, às vezes, cidadãos simples, levados a agir por terem sabido de abusos perto deles.
Partilham o compromisso de denunciar os abusos, de proteger os mais vulneráveis e de acabar com a impunidade. Têm a coragem de erguer sua voz contra a injustiça – atualmente também através da rede social Twitter –, em nome da liberdade e da dignidade humana.
Os defensores dos direitos humanos desempenham um papel fundamental na luta contra a discriminação, investigam as violações de direitos e ajudam as vítimas a conseguir apoio e acesso à justiça.
Muitas vezes, seu trabalho os coloca em situações de enorme risco. Os defensores dos direitos humanos são perseguidos, perdem seus empregos e são detidos injustamente. Em vários países, são torturados, agredidos e mesmo assassinados. Seus amigos e familiares são também alvo de perseguição e intimidação.
As mulheres que defendem os direitos humanos enfrentam riscos acrescidos e, por conseguinte, precisam de maior apoio.
O Dia dos Direitos Humanos é uma ocasião para prestar homenagem à coragem e as ações dos defensores de direitos humanos em todo o mundo e para prometer fazer ainda mais para proteger seu trabalho.
Os Estados são os principais responsáveis pela proteção dos defensores dos direitos humanos. Apelo aos Estados, para que garantam a liberdade de expressão e de associação, sem a qual os defensores dos direitos humanos não podem realizar o seu trabalho.
Quando a vida dos defensores de direitos humanos está em risco, devemos todos sentir-nos menos seguros. Quando as vozes dos defensores dos direitos humanos são silenciadas, é a justiça que, de fato, é amordaçada.
Neste Dia dos Direitos Humanos, inspiremo-nos na ação dos que não desistiram de criar um mundo mais justo. E lembremo-nos de que todos, independentemente da nossa origem ou formação, podemos ser defensores dos direitos humanos.
Utilizemos esse poder. Sejamos todos defensores dos direitos humanos.
(Nova York, 25/11/2010) - Ao celebrar o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres 2010, reconhecemos os esforços generalizados e cada vez maiores para fazer frente a este problema. As organizações de mulheres já não estão mais sozinhas. Da América Latina aos Estados Unidos, da Ásia até a África, homens e adolescentes, jovens e velhos, músicos, personagens famosos, personalidades do esporte, meios de comunicação, organizações públicas e privadas e cidadãos e cidadãs estão fazendo mais para proteger as mulheres e meninas e promover seu empoderamento e seus direitos.
A plataforma de mobilização social chamada “Diga NÃO – UNA-SE” registrou quase 1 milhão de atividades realizadas pela sociedade civil e pessoas de forma individual em todo o mundo. Em agosto deste ano, a 5ª Conferência Mundial da Juventude celebrada no México, a mensagem da juventude ativista do mundo inteiro era muito clara: “Chegou o momento de acabar com a violência contra as mulheres e meninas”. Também os Estados-membros estão comprometidos com a causa. Até novembro de 2010, na minha base de dados sobre o alcance, a natureza e as consequências da violência contra as mulheres, em que também são computadas políticas e programas destinados ao combate da pandemia, foram registrados mais de 100 relatórios apresentados pelos governos.
Mensagem da Subsecretária-Geral da ONU Mulheres, Michelle Bachelet,
Por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
(25/11/2010) - Nós nos juntamos aos milhões de mulheres e homens, grupos comunitários, redes pelos direitos das mulheres, parceiros governamentais, parlamentares, trabalhadores de saúde e professores que fazem do 25 de novembro - Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres - um dia em que nos unimos e renovamos nosso compromisso comum com o fim da pandemia global da violência contra as mulheres.
No mundo todo, mulheres e meninas continuam a sofrer violência dentro e fora de suas casas, muitas vezes pela ação de parceiros íntimos ou pessoas da sua confiança. A violência de gênero, especialmente a violência sexual, também se tornou uma característica complicada e persistente das situações de conflito armado. O fim das violações dos direitos humanos das mulheres é um imperativo moral pelo qual todos devemos lutar juntos. O impacto de tal flagelo na sociedade – seja de ordem psicológica, física ou econômica – não pode ser mais evidente. Enfrentar esta violação persistente também pode reverter o impacto econômico da significativa queda de produtividade e aumento dos gastos com os cuidados de saúde - recursos gastos com um problema evitável.
A campanha do Secretário-Geral “UNA – SE pelo fim da violência contra as mulheres” deu um novo impulso aos esforços para acabar com a violência contra as mulheres. Mais de 130 países contam hoje com leis contra a violência doméstica, mas é preciso fazer muito mais para aplicá-las e acabar com a impunidade. Mais homens e suas organizações estão aderindo a essa campanha pelo fim da violência contra as mulheres e meninas; porém, precisamos combater atitudes e comportamentos que pemitem ou até mesmo estimulam essa violência. Precisamos de serviços que permitam que os milhões de mulheres e meninas que sofrem abusos todo ano possam se recuperar e obter justiça. Preicsamos responsabilizar os perpetradores. Precisamos intensificar os esforços de prevenção, de modo que um dia não precisemos mais nos reunir no 25 de Novembro e pedir o fim da violência contra as mulheres.
A união de esforços para acabar com a violência é responsabilidade de todos. Governos, empresas privadas, organizações da sociedade civil, comunidades e indivíduos podem dar contribuições essenciais. Homens e meninos devem incentivar ativamente o respeito às mulheres e a tolerância zero com a violência. Líderes culturais e religiosos devem enviar mensagens claras sobre o valor de um mundo livre da violência contra as mulheres.
Tão importante quanto nos unirmos pelo fim da violência é assumirmos a responsabilidade aportar recursos suficientes para este fim. Até o momento, o investimento tem sido insuficiente. No ano passado, o Fundo Fiduciário da ONU pelo Fim da Violência contra as Mulheres atendeu apenas 3% das propostas que recebeu de programas essenciais para o avanço. O Fundo tem uma meta de US$ 100 milhões disponíveis por ano, quee todos podemos lutar para atingir. Esses recursos serão destinados a governos, organizações da sociedade civil e agências da ONU que atuam em incidência política e inovação pelo fim da violência contra as mulheres e meninas.
Passo a passo, podemos trabalhar juntos e juntas rumo ao dia em que todas as mulheres vivam livres de violência e realizem plenamente seu potencial como poderosas agentes de sociedades prósperas e pacíficas.
NOTA PÚBLICA: Eleição da Primeira Presidenta Brasileira
Brasília, 1º de novembro de 2010.
A eleição da Senhora Dilma Rousseff como primeira Presidenta do Brasil é um marco histórico para a política e a sociedade brasileira. É a consagração da luta de gerações e gerações de mulheres brasileiras que, desde o início do século XX, lutaram para conquistar o direito ao voto e, finalmente, a condição de serem eleitas pelo voto popular à mais alta esfera do Poder Executivo.
A chegada das mulheres brasileiras ao poder tem sido extremamente lenta e obstaculizada pela tradicional e prevalente concentração de poder masculino. Somente em 1950 foi eleita a primeira deputada federal brasileira; em 1990, a primeira senadora; e em 1994, a primeira governadora.
Na cronologia das mulheres nos espaços de poder e tomada de decisão, 2010 inscreve sua marca com a simbólica ruptura de uma tradição secular de exclusão política. À luz do empoderamento político das mulheres – assumido há quinze anos como compromisso mundial na IV Conferência sobre a Mulher –, o Brasil dá um passo fundamental na direção de um novo paradigma de gênero e poder, já experimentado em outras nações latino-americanas.
Desejamos pleno êxito à primeira Presidenta do Brasil em seu mandato, para o qual o UNIFEM-ONU Mulheres espera contribuir, no âmbito de sua missão de promover os direitos humanos das mulheres e a conquista da igualdade de gênero.
Dra. Rebecca Reichmann Tavares
Representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul
(parte da ONU Mulheres)